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Iagor Peres

BIO

Peres orienta-se pela vontade de transformar a noção de coisa a partir de processos de recategorização da matéria.

ANO DA RESIDÊNCIA

2025

ORIGEM

1995. Rio de Janeiro.

Iagor Peres (Rio de Janeiro, 1995) é um artista brasileiro que vive e trabalha no Rio de Janeiro. Sua prática se desenvolve principalmente por meio da escultura e da instalação, articulando investigações em torno da matéria, do espaço e dos modos de percepção.

Em seu trabalho, Peres orienta-se pela vontade de transformar a noção de coisa a partir de processos de recategorização da matéria. Suas obras ativam deslocamentos entre forma, função e presença, propondo relações em que os materiais deixam de ser apenas suporte para se afirmarem como campo de tensão, memória e imaginação.

Com uma produção que atravessa diferentes linguagens, o artista constrói situações em que o espaço expositivo se torna parte fundamental da obra. Suas esculturas e instalações operam por contraste, suspensão e reorganização, criando experiências que desafiam leituras fixas e convidam o público a reconsiderar os sentidos atribuídos aos objetos e aos corpos. Essa abordagem dialoga também com sua trajetória anterior na dança e no teatro, campos que ampliam a dimensão performativa e relacional de sua pesquisa.

A produção de Iagor Peres insere-se em um campo contemporâneo atento às potências simbólicas e políticas da materialidade. Ao tensionar categorias estabelecidas e reconfigurar elementos do cotidiano, o artista cria trabalhos que expandem os limites entre escultura, instalação e experiência sensível. Em 2023, foi artista premiado do Prêmio PIPA.
A prática artística de Maíra Dietrich acontece no entrelaçamento entre linguagem, corpo e forma. Numa abordagem que vai além de fronteiras fixas entre texto e presença, palavra e gesto, a artista investiga os modos como o corpo produz linguagem, mas também é por ela moldado, atravessado e reconfigurado. Suas obras operam como dispositivos de dialogo e ressonância, onde a matéria—seja ela papel, voz, imagem ou silêncio—revela camadas de significação que escapam à linearidade.

A linguagem, em toda sua instabilidade e maleabilidade, é um eixo central em sua pesquisa. Não como instrumento de comunicação, mas como campo de experimentação formal. Dietrich fragmenta, desloca e recombina palavras e signos, abrindo espaço para o erro, para a dúvida e para o intervalo. Seu trabalho frequentemente se apresenta em estruturas que lembram partituras ou cenas, onde a leitura é uma ação performativa e o espectador é convocado a estar nesse tempo expandido de construção do sentido.

Há no trabalho uma atenção aguda à fisicalidade do texto: letras que se tornam matéria, vocábulos que ganham volume, frases que se inscrevem no espaço como esculturas de pensamento. Ao explorar o tangível da linguagem, Dietrich tensiona as convenções da escrita e da leitura, propondo um engajamento sensorial e afetivo com o signo. O corpo—seu e dos outros—é ao mesmo tempo suporte e interlocutor.

Sua obra se dá também no espaço no editorial, compreendendo o livro como extensão da performance e o texto como corpo a ser ativado. Nesse sentido, sua atuação A Missão e sua colaboração com editoras independentes não são desvios de sua produção artística, mas parte de uma prática que entende a arte como campo de circulação, tradução e deslocamento contínuo.

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